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Maior negócio de escritórios deste ano foi no Porto

 

Maior negócio de escritórios deste ano foi no Porto

2 de agosto de 2017

Segundo a Colliers International a relocalização do banco francês Natixis foi o maior negócio de escritórios que ocorreu este ano no mercado nacional e aconteceu na cidade do Porto. 

A consultora revela que o mercado de escritórios do Porto parece ter saído da letargia em que se encontrou durante muitos anos, registando, não só, o maior negócio de escritórios do país, em 2017, como, também, mais dois negócios importantes, na ordem dos 2.000 m². Este crescimento tem vindo a ser impulsionado pela procura internacional, emergindo o Porto como destino equacionável, nas decisões de relocalização de empresas internacionais importantes.

A Colliers adianta ainda que também o mercado de escritórios de Lisboa atravessa um bom momento, com a absorção a crescer, face aos resultados do segundo semestre de 2016. Em Lisboa, este crescimento prolonga-se há alguns anos, mas, agora, com a desocupação a baixar dos 10%, pela primeira vez, desde 2009.

No seu relatório refere que o grande desafio que ambas as cidades enfrentarão é semelhante e não se alterou face ao projectado em momentos anteriores: escassez de oferta! "O pipeline para Porto e Lisboa é, claramente, inferior à procura que se antecipa. No Porto, esta escassez tem vindo a ser ultrapassada com negócios pontuais, em zonas com menor tradição, à medida das necessidades dos ocupadores; enquanto em Lisboa, o pré-arrendamento é já predominante, deixando menos de 25.000 m² para o mercado".

Gustavo Castro, research da Colliers International, salienta que "a maior atractividade de outros sectores – turismo, em primeiro lugar, mas, também, residencial – tem vindo a condicionar a promoção de escritórios nas duas cidades, com os promotores a optarem pelos sectores que oferecem maiores probabilidades de sucesso".

"Embora as rendas de escritórios estejam a crescer, sobretudo no Porto, os promotores mantêm muitas reservas sobre a sustentabilidade do crescimento deste sector, sobretudo quando comparado com o turismo. Não obstante, é inegável que o mercado de escritórios de Lisboa caminha para o terceiro ano consecutivo, com um take-up próximo dos 150.000 m²" acrescenta Gustavo Castro.

É provável que 2017 venha a ser um ano de novos máximos no investimento imobiliário português

A Colliers refere também que o  investimento em imobiliário segue a tendência de crescimento, com um volume superior a mil milhões de euros no primeiro semestre. "A principal novidade foi o surgimento do sector da logística, como alvo importante dos investidores internacionais. Com alguns negócios em fase final de negociação e diversos portefólios interessantes colocados no mercado, é provável que 2017 venha a ser um ano de novos máximos no investimento imobiliário português", lê-se no documento.

Gustavo Castro, admite que "Portugal, hoje, já não é apercebido da mesma forma. O investidor internacional olha para Portugal como um mercado capaz de oferecer rentabilidades superiores aos mercados mais maduros da União Europeia, sem o risco adicional que, normalmente, "carregava" o negócio imobiliário em Portugal. Ao contrário do que sucedia há uns anos, os investidores internacionais estão interessados em analisar portefólios de imóveis nacionais, procurando bons inquilinos, boas rentabilidades e crescimento".

O banco francês prevê deslocalizar grande parte das actividades informáticas para Portugal. O Natixis vai seguir o exemplo de outros concorrentes do sector, que tem vindo a deslocalizar serviços para o exterior, e criar uma unidade com 600 postos de trabalho na cidade do Porto, ao longo de três anos.